Creche

A Creche tem como objetivo efetivar a conciliação entre a vida familiar e profissional das famílias proporcionando à criança um espaço de socialização e desenvolvimento integral.
Procuramos deste modo fornecer um ambiente seguro, agradável e estimulante para as nossas crianças, que promova o seu desenvolvimento global de forma equilibrada.
A Creche está dividida por um espaço de berçário e duas salas de atividades consoante a idade e evolução dos meninos. Tratando-se de crianças pequenas é necessário centrar a nossa atuação na prestação de cuidados e nos afetos, uma vez que, é neste período que a maior parte dos nossos alunos ingressam no colégio e decorre a consequente adaptação e afastamento do seio familiar.
No entanto, trabalhamos no sentido de promover o desenvolvimento das crianças a nível das diversas áreas:
- Desenvolvimento motor
- Desenvolvimento cognitivo
- Desenvolvimento pessoal e social
- Pensamento criativo

Uma vez que, terminada esta fase, as crianças irão progredir para o Jardim de Infância e posteriormente ingressarão no 1º ciclo do Ensino Básico, temos também presente as vantagens da continuidade pedagógica, pelo que procuramos orientar o nosso planeamento de atividades tendo em conta as principais áreas curriculares do pré escolar: Área de Formação Pessoal e Social, Área de Expressão e de Comunicação e Área de Conhecimento do Mundo.
O planeamento de atividades é realizado em reunião pedagógica semanal, sendo realizada mensalmente a avaliação do planeamento mensal, bem como a avaliação das atividades e visitas de estudo realizadas.
Semestralmente é realizada a avaliação dos alunos e agendada uma reunião com os Encarregados de Educação, caso os mesmos ou a Educadora considerem necessário.
No início do ano letivo é agendada uma reunião geral entre pais e equipa do Colégio, bem como uma reunião individual entre pais e Educadora no caso de novos alunos.
Sempre que necessário poderá ser agendada uma reunião com a Educadora desde que previamente marcada na secretaria. As comunicações entre Colégio e casa podem ser efetuadas por correio eletrónico ou contato telefónico, sendo a chamada encaminhada para a Educadora ou Auxiliar da sala, desde que tal não prejudique as atividades ou rotinas a decorrer.
As atividades decorrentes da articulação com outros serviços na comunidade, visitas de estudo, ou cuja realização promova a participação do agregado familiar, serão previamente comunicadas.


De acordo com o artigo 4.º da portaria n.º 262/2011 de 31 de Agosto, são principais objetivos da creche:

- Facilitar a conciliação da vida familiar e profissional do agregado familiar.
- Colaborar com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo da criança.
- Assegurar um atendimento individual e personalizado em função das necessidades específicas de cada criança.
- Prevenir e despistar precocemente qualquer inadaptação, deficiência ou situação de risco, assegurando o encaminhamento mais adequado.
- Proporcionar condições para o desenvolvimento intelectual da criança, num ambiente de segurança física e afetiva.
- Promover a articulação com outros serviços existentes na comunidade.

Os objetivos da Creche visam proporcionar o bem-estar e desenvolvimento das crianças dos 3 meses aos 3 anos, num clima de segurança afetiva e física, durante o afastamento parcial do seu meio familiar, através de um atendimento individualizado e da colaboração estreita com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças.

A Creche constitui uma das primeiras experiências da criança num sistema organizado, exterior ao seu círculo familiar, onde irá ser integrada e no qual se pretende que venha a desenvolver determinadas competências e capacidades.
Por diferentes motivos inerentes à sociedade atual, a família já não consegue realizar sozinha a tarefa de educar uma criança, como tradicionalmente acontecia. Numa sociedade, onde cada vez é maior o número de mulheres que trabalham a tempo inteiro, a efetiva partilha das tarefas do universo público e privado convida a que mulheres e homens dividam responsabilidades em matéria de educação dos filhos, competindo ainda, ao Estado e à sociedade civil proporcionar apoio e suporte às famílias.
Ao instituir-se legalmente a assistência social à criança como direito de cidadania, a Constituição Portuguesa reconhece o status de política social, colocando na agenda pública a necessidade de definição de diretrizes, normas, regras e princípios que devem estruturar a sua implementação. Esta preocupação crescente com os primeiros anos de vida da criança e com a qualidade dos contextos em que esta é enquadrada, é algo que está patente em diferentes sociedades em geral devido, essencialmente, ao reconhecimento da importância desta fase do desenvolvimento da criança enquanto indivíduo. Todas as crianças possuem o seu próprio padrão de desenvolvimento. Apesar de diferentes investigações terem identificado “normas” ou “estádios” de desenvolvimento, bebés e crianças muito pequenas necessitam que lhes seja dado espaço, tempo e apoio que lhes permita realizar o seu próprio desenvolvimento. Todas as crianças são diferentes e utilizam um conjunto de capacidades para investigar e apropriar-se do mundo que a rodeia, para comunicar com os outros, para se ajustar às diferentes pessoas com as quais vai estabelecendo inter-relações. É no decurso dos três primeiros anos que uma criança vai aprender as principais regras de relacionamento com os outros, a andar, a falar e a resolver problemas.
É então num contexto relacional que o desenvolvimento das crianças muito pequenas ocorre. Através da relação com o outro, do que lhe é permitido ou não, das respostas facultadas e da rapidez com que estas são dadas que o processo de tornar cada criança num indivíduo único e com uma identidade própria se processa. Para que este desenvolvimento ocorra, é ainda importante que estas crianças se encontrem num local onde possam ser amadas e sentir-se seguras. É igualmente importante que tenham oportunidades para brincar, desenvolver-se e aprender num ambiente seguro e protetor. Só desta forma é que lhes será possível desenvolver a sua autoestima, autoconfiança e capacidade de se tornar independente face aos desafios futuros com que irá sendo confrontada ao longo do seu desenvolvimento.
Neste contexto, torna-se necessário que os prestadores de cuidados responsáveis pela criança pautem a sua intervenção por critérios de qualidade:
•Ter em consideração o superior interesse da criança, especialmente quando se encontra a planificar o trabalho, aspeto que implica um trabalho de grande proximidade com a família desta. Há que estabelecer uma parceria forte com a família das crianças que estão ao seu cuidado, de forma a obter informação acerca das capacidades e competências das crianças.
•Nos cuidados tidos ao nível da qualidade das relações que a criança vai estabelecer quer com outras crianças quer com os adultos. É num contexto relacional que as aprendizagens da criança ocorrem pelo que quando se está a planificar um trabalho com estas crianças, este é um aspeto central a ter em consideração.
•Todas as crianças necessitam de se sentir incluídas, de ter um sentimento de pertença, de se sentir valorizadas e importantes para algo. Este sentimento é possível de ser construído através do respeito mútuo e através de relações afetivas calorosas e recíprocas entre a criança e o adulto responsável por ela.
•Compreender as formas como estas crianças aprendem. Este é um processo complexo, em que se tem que promover um ambiente que facilite a brincadeira, a interação, a exploração, a criatividade e a resolução de problemas por parte das crianças. Só desta forma é que elas poderão desenvolver o máximo das suas competências e capacidades. Isto implica:
•Pensar a criança como um aprendiz efetivo e ativo, que gosta de aprender.
•Criar um ambiente flexível que possa ser adaptado imediatamente aos interesses e necessidades de cada criança, promovendo o acesso a um leque de oportunidades de escolhas e que lhe permita crescer confiante e com iniciativa.
•Estabelecer relações que encorajem a criança a participar de forma ativa. Crianças muito novas aprendem melhor através de aprendizagens ativas em que se encontrem envolvidas e que possuam significado para elas, pelo que a brincar será o melhor contexto em que estas crianças aprenderão.
•Procurar conhecer o grupo de crianças pelo qual se encontra responsável, aprendendo a observar o seu comportamento e interações.
•Estabelecer uma rotina diária consistente que reforce e valorize as continuidades. Desta forma, as crianças desenvolverão um sentimento de pertença a um ambiente que podem prever no seu quotidiano.
•Dinamizar oportunidades para que a criança possa comunicar os seus sentimentos e pensamentos (p.e. através da possibilidade de estar sozinha com o adulto de referência).
•Dispor de adultos que estão interessados e envolvidos na prestação dos cuidados à criança.

UNIÃO EUROPEIA
Fundo Social Europeu
Governo da República
Portuguesa SEGURANÇA SOCIAL INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P.



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